Valor Acrescentado do Trabalhador com (D)eficiência
Todos os empresários procuram trabalhadores cujas competências e potencialidades contribuam para o sucesso económico e comercial das suas empresas. Da responsabilidade do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), este guia pretende realçar o valor acrescentado para as empresas que advém dos conhecimentos e competências dos trabalhadores com deficiência.
Individualmente, cada pessoa com deficiência possui um variado leque de experiências, competências e atitudes que podem ser de grande valor para o empregador. Podem trabalhar como contabilistas, economistas, advogados, gerentes, psicólogos, jornalistas, locutores de rádio, desenhadores, jardineiro. Provavelmente, não existem funções que não possam ser desempenhadas por pessoas com algum tipo de deficiência.
Apesar deste facto, a contribuição que as pessoas com deficiência estão aptas a dar como membros da força de trabalho de uma organização, muitas vezes não é reconhecida. Tal deve-se mais à existência de barreiras arquitectónicas, à falta de conhecimentos e a preconceitos do que às limitações desses mesmos cidadãos.
Este guia foi elaborado a partir da experiência de organizações de Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Cada uma dessas organizações possui uma prática considerável em todos os aspectos da empregabilidade de pessoas com deficiência. Essas organizações constataram a existência de um vasto número de empregadores que, apesar de não se oporem ao emprego de pessoas com deficiência, simplesmente não têm tempo ou conhecimento para se envolverem mais neste assunto.
Particularmente por essa razão, este documento vai tentar clarificar muitas das questões que possam estar relacionadas com os empregadores, procurando que as pessoas com deficiência passem a ser contempladas como parte potencialmente integrante da força de trabalho.
Nessa tentativa de clarificação pretende-se:
- Explicar as razões pelas quais os empregadores da União Europeia estão a encontrar vantagens no emprego de pessoas com deficiência;
- Descrever os meios pelos quais muitos empregadores já alcançaram esse objectivo com sucesso;
- Informar acerca do apoio que as organizações especializadas disponibilizam aos empregadores no âmbito da empregabilidade de pessoas com deficiência.
Em conclusão, o guia apresenta um sumário de sugestões para empregadores que desejam ter uma acção mais positiva no emprego de pessoas com deficiência, sem esquecer o contributo das políticas e da legislação para a criação de um clima de estímulo às empresas no sentido do seu posicionamento mais favorável face a esta problemática.
[Fonte: Instituto do Emprego e Formação Profissional]
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